Em uma sessão onde foi discutida 13 matérias, não faltou discussão acalorada entre manifestantes e vereadores, após aprovação do projeto que concede ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o título de Cidadão Honorário.
Em determinado momento, o professor Carlos Roberto Dias, manifestante contrario ao projeto, foi retirado de forma coercitiva do local, gerando tumulto generalizado.
Entrevista concedida após a saída da Câmara, o professor explicou a reportagem o porque da revolta e disse que não é a primeira vez que teria passado por esta situação.
O caso gerou grande repercussão e após o acontecido, o Deputado Estadual Arilson Chioratto repudiou ao ato de violência empregado contra manifestantes ontem (02/06) à noite durante sessão plenária na Câmara Municipal de Apucarana. O diretórios estatual e municipal emitiram notas lamentando o episódio.
“A Câmara Municipal de Apucarana não pode se dobrar ao autoritarismo. É lamentável a cena de um professor que foi expulso com violência da sessão por protestar contra a aprovação do título de cidadão honorário ao ex-presidente Bolsonaro. A atitude adotada é simplesmente inaceitável em uma democracia. Vamos tomar todas as medidas cabíveis”, afirmou o deputado e presidente do PT-PR, Arilson Chiorato.
Na avaliação do deputado, o professor Carlos Roberto Dias, filiado ao PT, foi impedido de exercer seu direito de liberdade de expressão e de permanecer no prédio da Câmara, que é público. “Além disso, foi retirado à força por um guarda patrimonial e empurrado por assessor do presidente da Câmara. Um cena de violência injustificável. Ao professor Carlos, toda a minha solidariedade, assim como aos demais manifestantes”, afirma.

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